domingo, 13 de dezembro de 2009

Audi RS6 Testado pela WebMotors

A aparência é de um sedã. Mas os números que o Audi RS6 apresenta lembram um superesportivo como Ferrari e Porsche. Com 580 cv e ao preço de meio milhão de reais, o modelo nada mais é do que um A6 envenenado para ser o mais potente sedã médio-grande entre as chamadas marcas premium. Ele é superior na comparação com a BMW M5 – V10 5.0 de 507 – e a Mercedes-Benz E AMG – V8 6.2 de 514 cv –, deixando a versão mansa, S6 – V10 5.2 de 435 cv –, num patamar abaixo dos demais. As diferenças do RS6 para o S6 estão no motor biturbo com cilindrada inferior, nos pára-lamas dianteiros estilizados, nos freios com disco de cerâmica e nos bancos esportivos estilo concha, típicos dos carros de corrida.

Lançado pela primeira vez em 2002, a atual versão do carro chega oficialmente ao Brasil em janeiro de 2010. Mede 4,92 metros no comprimento, 1,88 m na largura e traz espaço interno razoável para a categoria, abrigando quatro pessoas com conforto. O quinto ocupante pode entrar, mas vai ter de sentar onde fica embutido o encosto de braço central – na ficha técnica do RS6, porém, a Audi garante que se trata de um modelo para cinco passageiros. O porta-malas acomoda 546 litros e condiz com o segmento.

O propulsor em bloco de alumínio é um caso à parte e tem ronco típico de motores grandes. Com 10 cilindros em "V" a 90 graus e quatro válvulas por cilindro, tem biturbo, bi-intercooler, quatro radiadores, injeção direta de combustível – FSI – e tração nas quatro rodas integral, gerando 580 cv de potência e 65 kgfm de torque máximo a partir de 1.500 rpm. Segundo a montadora alemã, o RS6 faz de zero a 100 km/h em
4,5 segundos e a atinge uma velocidade máxima limitada eletronicamente em 280 km/h.
O design está de acordo com o que se espera de um sedã de luxo com forte apelo esportivo. As linhas sóbrias do A6 não desapareceram, mas ganharam novo tempero com as rodas aro 20, escapamento duplo e pára-lamas esportivos. A frente não é agressiva como a do A4, mas também traz leds. A traseira conta com led nas lanternas e tem um pequeno spoiler integrado ao porta malas. Os espelhos são cromados e têm setas integradas. Mas o que mais chama atenção é o gigantesco disco de freio dianteiro de cerâmica de alta performance da Brembo, com 420 mm e pinça com oito pistões, que promete menos fadiga em uso mais severo. Atrás, os discos têm 356 mm.

Em termos de equipamento o Audi é completo. Estão lá os controles eletrônicos de estabilidade e tração, freio com ABS e EBD, seis airbags – frontais e laterais dianteiros e de cabeça –, faróis bixênon adaptativos, computador de bordo, sensores de obstáculos, transmissão automática sequencial de seis velocidades com borboletas no volante e suspensão esportiva ajustável eletronicamente, chamada DRC – Dynamic Ride Control. Ela funciona como uma espécie de barra estabilizadora ativa, que atua compensando o esforço dos amortecedores. E pode ser regulada nos modos Comfort, Dynamic e Sport, que alteram completamente a dinâmica do carro. No modo de conforto, é um carro de luxo. No esportivo, vira um bólido.

Primeiras impressões

(Tatuí/SP) – Em um circuito oval no interior de São Paulo, o Audi RS6 mostrou toda sua voracidade. No primeiro contato com o sedã com a suspensão no modo "conforto", o modelo se mostrou macio, sem dar trancos e com um rodar suave. A posição de dirigir é boa, mas é preciso certo tempo com os ajustes para se adaptar aos bancos esportivos.

Com a suspensão no modo esportivo, o propulsor responde com tanta força que lembra até um avião durante a decolagem. Ao pisar fundo no acelerador, as trocas de marchas são esticadas e efetuadas quase na faixa vermelha do conta-giros – 7 mil rpm. E nessa hora é possível perceber o torque de 65 kgfm encher o motor V10 a cada mudança de relação. Na hora de frear, a velocidade não importa. O RS6 mantém a mesma trajetória, sem travar rodas ou tender para algum lado.

Nas curvas fechadas e em mudanças rápidas de trajeto, a suspensão anula o efeito da força centrífuga e a carroceria não inclina, mostrando a firmeza e a segurança do sistema de suspensão eletrônica. Em um trecho do circutio com piso molhado e escorregadio, o controle de tração se mostra fundamental para manter o carro na pista.

Controlar o veículo com o sistema desligado, contudo, é tarefa para especialistas, pois o carro roda com facilidade. É muito motor para pouco atrito. Por isso, pode-se dizer que dirigir o RS6 é fácil. Se o motorista errar, a eletrônica corrige.

Nenhum comentário:

Postar um comentário