domingo, 13 de dezembro de 2009

VW Amarok


O nome da nova picape média da Volkswagen pode não ter agradado a todo mundo. Amarok, que significa lobo na língua esquimó, já deu margem a piadas como “A Maroca” e coisas do tipo, mas a concorrência só poderá fazer piada com o nome, mesmo. O produto em si, mostrado em Hannover, promete fazer um bocado de barulho. E conquistar preferências.

Baseado no carro-conceito Pick-Up, revelado em setembro do ano passado, a Amarok tem 5,25 m de comprimento na primeira versão de carroceria apresentada, a cabine dupla. As outras medidas da carroceria ainda não foram divulgadas, mas as da caçamba, sim: ela terá 2,52 m² de área (1.555 mm de comprimento e 1.620 mm de largura) e 1,32 m³ de volume (525 mm de altura), com capacidade de carga de 1,15 tonelada e de reboque de 2,8 toneladas. Tudo com um motor 2-litros de quatro cilindros turbodiesel.

Haverá duas opções de potência para ele: a mais forte terá 163 cv e 400 Nm a 1.500 rpm, potência similar à de outros turbodiesel do mercado, todos de 3 litros. A mais “fraquinha” terá 122 cv e 340 Nm a 2.000 rpm. Não se fala ainda em motores flex, mas eles devem ser oferecidos nas versões mais simples da picape, especialmente nas de cabine simples, que serão apresentadas só em 2010.

Além de menor que o dos concorrentes, o motor 2-litros promete uma economia sem similar no mercado. Serão 12,8 km/l na versão de 163 cv e 13,2 km/l na de 122 cv. Com tanque de 80 l, a autonomia da Amarok vai superar os 1.000 km, algo que deve ter apelo especial nas grandes fazendas do Brasil, com a vantagem da extensa rede de distribuição da marca alemã no território nacional.

Em termos de acabamento, a Amarok terá uma versão de base que será voltada ao trabalho. Os para-choques não serão pintados e travas das portas, retrovisores e vidros terão operação manual. O único luxo será o ajuste de altura do banco do motorista, de série em todas as versões. As rodas da picape serão de aro 16”, em aço.

Na versão Trendline, intermediária, os para-choques vêm na cor da carroceria e vidros, travas e espelhos retrovisores ganham comandos elétricos. Faróis de neblina, toca-CD, ar-condicionado, controlador de velocidade, rodas de liga-leve de aro 16” e tela multifuncional completam o pacote.

A versão topo de linha, chamada de Highline, traz capas dos retrovisores cromadas, extensores dos arcos de para-lamas, para as rodas de liga-leve de aro 17”, e painel em cores contrastantes. O interior também traz detalhes de acabamento em couro, o sistema de som é mais sofisticado, possivelmente com MP3 e entrada USB, e o ar-condicionado é Climatronic, digital.

Há ainda opções especiais para a tração da nova picape. Ela terá tração traseira de série, com bloqueio do diferencial traseiro disponível como opcional para todas as versões. Também terá duas versões de tração nas quatro rodas: uma delas, 4MOTION com o 4 em vermelho, será de acionamento opcional, com opção de marcha reduzida. Será a picape para trilhas e terrenos difíceis. Para os motoristas mais interessados em segurança e comportamento dinâmico que em colocar a Amarok na lama, a Volkswagen vai oferecer a versão 4MOTION com o 4 em preto. Essa versão terá tração integral permanente, com diferencial Torsen, o mesmo usado nos esportivos de tração integral do grupo Volkwagen, como Lamborghini, Audi e Bentley.

Em termos de segurança, a Amarok apresentada em Hannover tem a promessa de ABS e ASR de série, assim como o EDL, ou Electronic Differential Lock, um bloqueio de diferencial eletrônico que deve ser semelhante ao Locker, da Fiat. O modelo a ser comercializado na América do Sul deve trazer esses itens como opcionais, mas bom seria se a especificação para os “países emergentes” acompanhasse a dos europeus.

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